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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Sinto falta do MSN.




Sim, aquele MSN, conhecido também como Windows Live Messenger. Aquele famoso programa de conversas azul e verde no estilo frutiger aero, sabe qual é?

Se não, é porque você é muito novo(a), ou muito velho. 

A tecnologia nos trouxe o whatsapp que hoje a gente usa no celular e no computador, mas poxa, o MSN fazias as mesmas coisas e ainda mostrava quem estava online, e que musica a pessoa estava ouvindo. A transição do MSN pro Whatsapp foi um claro downgrade cultural, e ninguém me convence do contrário. 

A minha feature favorita do MSN era pode usar os gifs só escrevendo, então você colocava cada termo/palavra como um gif e uma conversa normal virava Chernobyl de gifs brilhando na tela, foi o auge da comunicação humana. O meu gif favorito era a Kristen Stewart abrindo a boca falando "AH" que eu usava com muita frequência, e minha ex namorada ficava indignada com isso já que eu nunca gostei de crepúsculo.

A humanidade era mais sociável na época do MSN, hoje as pessoas colocam pra ninguém saber que você leu no whatsapp e responde quando quer, no MSN você via a pessoa online e ia pentelhar ela balançando a janela de conversa dela, era super mais legal :/


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Nós não deveriamos fazer filhos mais?

 Estava eu, com meus botões pensando na minha vida. Um jovem de 30 anos, sem filhos.

A verdade é que isso nunca me incomodou, não peguei pra mim a missão religiosa de me reproduzir. Ou pelo menos não como objetivo de vida. A verdade é que parando pra pensar, nem é um bom mundo pra se colocar uma criança. Entendem?

Quando eu era criança eu subia em árvores, corria na rua, brincava de pega-pega, pique esconde, queimada, futebol, também tive uma infância no início da era digital, joguei videogame em locadoras de PS2, tive meu próprio vídeo game, fui um assíduo usuário do Yahoo Resposta na adolescência, crítico de música, animes e mangás, fiz amigos virtuais, e joguei online. Um nunca excluiu o outro. No mesmo dia eu podia estar assistindo um episódio de Naruto Shippuden baixado do Naruto Project em RMVB e logo depois me arrumar pra ir em um evento de anime com os amigos, ou fazer um evento com uma guilda em Perfect World e logo depois encontrar meus amigos pra jogar bola. Meu jeito resmungão e mau humorado, desde de criança nunca me impediu de ter uma vida social.

Colocando a conversa de volta da onde ela foi descarrilhada pelo meu excesso de saudosismo, hoje as crianças saem cada vez menos. Seja porque a sociedade nunca esteve tão adoentada e violenta, quanto porque o celular oferece a criança um mundo que pra ela, muitas vezes é muito menos trabalhoso que sair de casa e ter que aguentar outros adolescentes. A verdade é que adolescente é um bicho muito difícil de lidar, mesmo pra nós adultos, imagina entre eles, por isso que bullying existe.

Mas a problemática do mundo de hoje não gira só em torno da violência urbana, e da substituição da vida social pelo smartphone. Ela está, em vários aspectos em toda cultura. Com a proibição da propagando voltada pra o publico infantil na TV, hoje a televisão é o lugar menos interessante do mundo pra uma criança. Nenhuma criança nunca mais vai ligar a TV e ver uma pista de carrinhos mirabolante da Hot Wheels, ou mesmo uma criança hipnotizando a mãe pra comprar batom(chocolate), nem jingles totalmente chiclete que vocês vão cantar na escola com os amigos, a verdade é que a TV aberta é um artefato velho, voltado pra velhos que nunca se adaptaram a tecnologia.

E as guloseimas? Digo, biscoitos e salgadinhos. Antes um pacote de fangandos era o triplo do atual em tamanho. Biscoitos recheados só tem gosto de gordura hidrogenada e açúcar. A comida de “criança” que antes era um oásis no deserto da árdua escolinha, hoje é uma gororoba química rançosa.

Dito isso tudo, vale a pena colocar uma criança pra viver ESSE mundo?


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Eu gosto do Michael Jackson.

 


É uma afirmação muito fácil de fazer hoje, certo? Talvez todo mundo que tenha tido contato com a musica dele, de alguma forma gosta, uns menos outros mais. Mas nem sempre foi fácil afirmar isso. Nos anos 90 e 2000, quando eu era criança/adolescente, o humor da época sempre retratava MJ como um pedofilo. É só ver shows de humor como Caceta e Planeta, musicos como Eminem nos seus cliples, piadas sobre pedofilia sempre caiam no colo do Michael(perdão essa saiu sem querer.). Isso criava sentimentos conflitantes quando eu era criança, a musica, a dança, o carisma dele me fascinava, mas isso me fez aprender que carater e carisma e talento não são equivalentes, as vezes até inversos. Com o passar do tempo, as acusações sobre ele iam caindo nos tribunais, e depois da sua morte, de certa forma houve uma comossão que gerou em uma empatia.

Empatia essa que a midia só foi ter depois da sua morte. A midia sempre foi a pior inimiga do MJ, isso era visível não só na musica "Leave me alone" como em muitas entrevistas que a postura do Michael era sempre passivo agressivo, ou irritado com as perguntas, a exposição o fez mal, e as acusações vieram pra decretar de vez uma relação conturbada com a mídia. 

Depois da sua morte todo misticismo em torno dele foi diluindo. Primeiro as acusações de pedofilia começaram a ser questionadas pela mídia, depois noticias maldosas sobre teorias do MJ ser virgem e todos seus filhos serem adotados, ou dele ter fingindo a propria morte, foram aos poucos desaparecendo da boca das pessoas. Todo imaginário mistico e perverso do Michael sumiu em nevoa, depois da sua morte.

Talvez fosse um movimento natural que aconteceria mesmo se ele nao morresse, e o velho MJ hoje poderia curtir uma vida menos polemica e menos conflituosa, ou talvez, sua morte fosse a unica possibilidade de paz. Engraçado imaginar como eramos perversos nas decadas anteriores. Faziamos piada com acusações não provadas, sem ligar pros sentimentos do artista, e pior, faziamos piada com pedofilia. Não sei o que é pior. Mas não sinto que melhoramos muito, até porque hoje só por ser acusado por algo assim você se tornaria um vilão para sempre, sendo ostracisado e esquecido, então naquela época tudo era transformado em desconfiaça e piada. 

De qualquer forma, hoje é facil gostar da figura, do cantor, do dançarino do artista, e até mesmo, depois de ouvir dezenas de depoimentos de amigos e familia, da pessoa que MJ era. Uma figura excêntrica, com rosto desfigurado por cirurgias plasticas, megalomanias estranhas, talento imcomparável, teve sua vida exposta e transformada em mitos populares, que hoje, felizmente é lembrado em grande parte pela contribuição a sua musica e dança e por ser o alvo favorito de uma mídia sem escrupulos. É isso, hoje posos dizer que gosto de Michael Jackson, não como herói, não como ser mistico, mas sim como artista.


O que aconteceu com os grandes eventos de anime/quadrinhos e eventos de rock em Aracaju-SE?

  Esses dias me bateu uma nostalgia grande, causada pelas lembranças da adolescencia indo pra eventos de animes que tinham na minha cidade. ...